terça-feira, dezembro 24, 2013
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(Reguffe está num beco com muitas saídas, mas sem saber o caminho)

Não é todo dia que surgem personalidades de sucesso como Pelé, Roberto Carlos e os saudosos Joãosinho Trinta e Chico Anísio. Eles construíram suas carreiras com muito cuidado e estratégias, o que foi fundamental para se eternizarem na mídia. Na política, Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, deixaram saudades e foram sem dúvidas os maiores estadistas da América Latina. Em Brasília, apesar da pouca tradição política, Joaquim Roriz fez história como pai dos pobres. Nos últimos anos surgiu a liderança de José Antônio Reguffe, o deputado mais votado proporcionalmente do Brasil, com 18,95% dos votos brasilienses.

Reguffe continua sua bela trajetória, baseada na honestidade e no rigor da coisa pública, encantando a gregos e troianos de todos os segmentos sociais da capital brasileira.

Portanto, trata-se do fato novo surgido na política candanga, no momento em que Brasília se consolidou como capital da República.

O emergente Reguffe sabe da responsabilidade que o espera, como sabe também, que além de seu feeling que o conduziu até aqui, certamente terá de contar daqui para frente, mais com o profissionalismo do que com a sorte; pois ele enfrentará campanha para cargo majoritário, onde é exigido prestigio e muito dinheiro. Quem conhece Reguffe, sabe da dificuldade que ele tem para lidar com o empresariado que financia campanhas políticas. O parlamentar tem dito aos seus companheiros do PDT, que topa ser candidato a governador, mas do jeito dele. O seu recado inclui que ele fará rigoroso checklist na hora de definir seus patrocinadores. Muitos de seus companheiros temem que seu projeto não dê certo, por falta de dinheiro. Para muitos, é quase impossível se eleger senador ou governador, com poucos recursos.

Segundo colocado na última pesquisa do Instituto O Parlamento, publicada no Diário da Manhã no mês de novembro, quando obteve 17,4% contra 27% para Roriz. Arruda ficou em terceiro lugar na mesma pesquisa, com 10,08%; enquanto que o atual governador Agnelo pontuou com 9,64%, se posicionando em quarto lugar. Com o seu bom desempenho nas pesquisas, Reguffe foi convidado por Agnelo para ser o seu candidato ao Senado, quando não precisaria de se preocupar em arrecadar recursos junto ao empresariado que ele tanto teme e, vice e versa. Outra proposta recebida por Reguffe, veio do Eduardo Campos (PSB), Marina Silva (REDE) e do senador Rodrigo Rollemberg (PSB). Nesse caso, Reguffe seria o vice do senador Rollemberg, sem precisar colocar a mão no bolso.

Como se vê, o pedetista está num beco com muitas saídas, mas sem saber qual será o caminho certo. Ele se encontra na mesma situação do caçador que tinha apenas uma bala para enfrentar o leão enfurecido. Para se tornar o Pelé da política, Reguffe não poderá errar em 2014. Desejamos-lhe um feliz Natal e, muita sorte no ano que principia.



Por: Walter Brito

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