quinta-feira, janeiro 02, 2014
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A presidenta Dilma Rousseff está na Bahia para passar o final do ano. Ao lado da filha Paula, do neto Gabriel e de seu fiel escudeiro, o fotógrafo Roberto Stuckertt Filho, primo do fotógrafo do Lula e descendente de uma família de fotógrafos de presidentes. Lá, do camarote na Base Naval de Aratu, a presidenta analisa a repercussão de seu discurso de final de ano, que foi ao ar em rede nacional no último dia 29. O pronunciamento foi cuidadosamente elaborado pelo marqueteiro João Santana, convicto de que, daqui para frente tudo será baseado nos palanques Brasil afora, rumo ao pleito eleitoral de 2014. Uma fonte próxima ao João Santana, confidenciou a este repórter, que na cabeça do marqueteiro, em qualquer lugar do mundo o pronunciamento do governante na virada do ano é meio caminho andado, principalmente para quem disputará eleição majoritária no ano seguinte. Tudo indica que a nossa fonte está correta.

A presidenta iniciou seu discurso afirmando o seguinte: “O Brasil terminou o ano melhor do que começou”. Percebe-se que se trata de uma frase de efeito e com uma boa dose de otimismo e forma estratégica de prender o eleitor até o final da fala presidencial. Nesta seara, ela refere-se à grave crise financeira que atinge o mundo, enquanto que no Brasil a economia vai bem e, no que diz respeito ao pleno emprego, o país está em um das melhores posições em relação aos demais. A presidenta não esqueceu de falar sobre as oportunidades que o brasileiro comum tem em seu governo, no sentido de abrir sua empresa e ampliar o seu próprio negocio. Ela também se lembrou do grande empresariado ao afirmar que: “Garantiu o equilíbrio fiscal e atuou na redução de impostos e na diminuição da conta de luz”. Nesse último caso, ela disse ter enfrentado duras críticas daqueles que não se preocupam com o bolso da população brasileira. A presidenta que não é boba, se referiu com maestria, às modernas parcerias com o setor privado para a construção e ampliação de estradas, portos e aeroportos. Ela sabe também que a ferramenta da moda para campanha política presidencial, tendo como exemplo maior a campanha de Barack Obama, são as redes sociais. Isto está incluso em seu estratégico pronunciamento: “Você, jovem, sabe o quanto o seu padrão de vida melhorou comparado ao que você tinha na infância e ao que seus pais tinham na sua idade. Usem essa fotografia do presente e do passado recente como pano de fundo para projetar o futuro. Essa é a melhor bússola para navegar neste novo Brasil”, arrematou a presidenta. Ela mostra de forma clara neste parágrafo, que quer ao seu lado a juventude da internet, que ajudou Obama a virar presidente do país mais rico do mundo. Quanto à crise que abalou o Brasil por meio das manifestações de rua, ela fez referência, mais de forma leve e quase obscura: “Tivemos alguns problemas localizados, mas chegamos a um ponto de equilíbrio que garante a tranquilidade do planejamento das famílias e das empresas”, disfarçou a presidenta. O antigo jargão do ex-presidente Sarney: brasileiros e brasileiras, foi modernizado para - minhas amigas e meus amigos, o que trás o eleitor para sua intimidade. Com formação profissional no estado de Getúlio Vargas, ela relembrou a verve afiada do líder trabalhista, em tempo de aumento do salário: “Digo aos trabalhadores e empresários que continuo disposta a ouvi-los em tudo que for importante para o Brasil. Digo aos trabalhadores e aos empresários que apostar no Brasil é o caminho mais rápido para todos saírem ganhando. O governo está atento e firme em seu compromisso de lutar contra a inflação e de manter o equilíbrio das contas públicas. Sabemos o que é preciso para isso e nada nos fará sair desse rumo, como também nada fará mudar nosso rumo na luta em favor de mais distribuição de renda, diminuição da desigualdade pelo fim da miséria e em defesa das minorias”, sentenciou.

Apesar de ser um pronunciamento estrategicamente pensado pelo famoso marqueteiro João Santana, em Brasília a presidenta não está conseguindo fazer muito sucesso, a não ser com suas andanças ao lado do assessor e ministeriável Carlos Gabbas, que passeiam juntos nas madrugadas a bordo de suas potentes motos pelas ruas da capital brasileira. Nesse sentido, o Instituto O Parlamento/Cristal Pesquisas, publicou pesquisa quantitativa de intenção de votos para presidente da República, registrada no TRE/DF no dia 27/12, sob o número 47192/2013, cujo resultado dá Marina na cabeça para presidente do Brasil. A pesquisa feita entre os dias 20 e 24 de dezembro, ouviu 2200 eleitores em todas as regiões administrativas do DF e o resultado é o seguinte: Marina Silva 25%; Dilma Rousseff 20,68%; Aécio Neves 17,27%; Joaquim Barbosa 16,23% e Eduardo Campos com 5,86%. Outros candidatos ficaram com 6,77%; brancos e nulos 1,40% e 6,39% não responderam. A pesquisa completa foi publicada no Diário da Manhã dia 28/12.

Dilma está refletindo também na Base de Aratu, sobre o novo ministério do mês de março e se vencer o pleito, o ministério de 2015. Todo mundo sabe que o time que ganha a eleição, não é o mesmo time que governa.


Por: Walter Brito

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