quinta-feira, janeiro 30, 2014
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Joaquim Barbosa na galeria Lafayette, em Paris


   Fazer compras na galeria Lafayette em Paris é tão comum para franceses e estrangeiros classe média, como para um funcionário público de Brasília comprar no Pátio Brasil ou um profissional liberal de Goiânia fazer compras no shopping center Flanboyant.

   Ao invés da grande imprensa dar destaque nas palestras do ministro Barbosa na Universidade Sorbonne em Paris e no colégio King's College da Inglaterra, os nossos principais jornais destacaram as compras feitas pelo filho da interiorana Paracatu-MG e da ex-lavadeira Aparecida Soares Barbosa, na centenária galeria francesa; como também detalharam e deram maior importância à entrevista do ex- deputado João Paulo Cunha, condenado por 11 ministros do STF por envolvimento na Ação Penal 470, o conhecido mensalão, pois Barbosa viajou para o exterior e deixou pendente o mandado de prisão do ex-presidente da Câmara Federal. Vale lembrar que o condenado já deveria estar por detrás das grades, caso a substituta de Barbosa, a ministra Carmem Lúcia ou o ministro Ricardo Lewandowski que assumiu a presidência do Supremo interinamente, assinasse o ato de prisão de João Paulo, como presidente do Supremo. Os dois acham que somente Barbosa tem competência para tal, como relator do processo. Entretanto, qualquer pessoa do povo, que tenha algum discernimento sabe que o substituto é para substituir, portanto os ministros Carmem e Lewandowski foram omissos e causaram uma grande polêmica com o  aval de alguns poderosos da mídia. Com os melindres dos ministros do STF, João Paulo Cunha, zanza de um jornal para outro, fazendo o que quer e o que não quer, no aguardo do retorno de Barbosa no dia três de fevereiro, quando será preso e a justiça feita.

   Inconformado com o relator do mensalão, o ex deputado do PT diz aos quatro ventos,   que o presidente da Suprema Corte fez “pirotécnica”. E mais: “Falta-lhe fidelidade, humanidade e cortesia”, declarou João Paulo.  Vale lembrar que Barbosa decretou a prisão do ex- deputado e amigo de Lula, mas viajou à Europa sem assinar o mandado de prisão dele. O presidente do STF, ao ver publicado na imprensa brasileira, detalhes da entrevista do réu, ficou indignado e reagiu, quando disparou: “Estamos assistindo à glorificação de pessoas condenadas por corrupção à medida que os jornais abrem espaços em suas páginas a essas pessoas,  como se fossem verdadeiros heróis”. Como sabemos, Joaquim Barbosa tem sempre uma resposta na ponta da língua, principalmente quando entende que está defendendo o seu trabalho como presidente do STF ou, quando  está sendo injustiçado pela mídia. Aí ele fica uma fera e, com toda razão.

   Nesse sentido Barbosa emendou: “Acho que a imprensa brasileira presta um grande desserviço ao país ao abrir espaços nobres às pessoas condenadas por corrupção. Entendo ainda que pessoas condenadas por corrupção devam ficar no ostracismo. Faz parte da pena” afirmou indignado, o ministro Barbosa. Na segunda-feira  já em Londres, ele não se conteve e disse para uma jornalista: “Não faz parte de meus atos nem dos meus métodos de trabalho, ficar de conversinha com o réu”.

   Terça feira, Barbosa se encontrou às portas fechadas com o parlamentar inglês Kenneth Karker, ex-secretário britânico de justiça e um dos maiores especialistas do mundo em programas anticorrupção. Nesta quarta-feira, dia 29/01, Barbosa faz palestra no prestigiado King's College em Londres.

   Tudo isso é menor para determinados setores da imprensa, pois não admitem que o presidente do STF, com maior apoio popular em todos os tempos no Brasil faça cumprir a lei com rigor e sem paparicar ninguém, especialmente ao levar poderosos para a cadeia. Agora, o ministro se destaca no mundo pela sua competência e coragem. Joaquim Barbosa tem muito café no bule!

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