quarta-feira, fevereiro 19, 2014
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Ela analisa com exclusividade para o São Paulo nas Entrelinhas e com riqueza de detalhes, as características do amor e suas diversas formas, tais como: amor físico, platônico, impossível e materno. Recém-chegada do Congresso Padrões de Qualidade da Saúde Mental, realizado na Universidade de Coimbra em Portugal, a psicóloga coloca no texto seu conhecimento internacional, inclusive comenta uma pesquisa sobre o amor, feita na Universidade de Gotemburgo, na Suécia.



O amor pode ser descrito como um fenômeno cognitivo e social, que inclui: intimidade, paixão e compromisso. A escolha do modelo de relação possibilita duas pessoas compartilhar segredos e sentimentos de suas vidas. Na contemporaneidade, a união humana se dá relacionada: ao apego, laços, ligações, e afinidades; onde inclui o “ficar”. Esta verbalização tão propagada pelos adolescentes, em qualquer nível social. Levando em consideração que, a conceitualização do amor é de formador de vínculo com alguém e / ou com algum objeto capaz de receber e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos, necessários para sua manutenção e motivação.
Ao descrever às características do amor, compreende-se que esse sentimento se dá de diversas formas: amor físico, platônico, impossível, materno, amor a Deus e amor à vida e podendo ser sentido como liberdade pessoal, que se alia de intenso desejo e disposição para receber e dar prazer de várias formas, tais como: social, pessoal e sexual. Amar alguém é também uma abertura para às emoções que desenvolvem sentimentos humanos, como: solidão, ódio, desamparo e / ou abandono, raiva, êxtase, culpa e outros desejos considerados privados. De um modo geral, existe a cultivação de algum sofrimento pessoal.
Quando o amor que é considerado "impossível". Nesse caso, mensura-se aquele que o individuo dificilmente será correspondido! São escolhas que se dão por pessoas, que têm medo de encontrar amores mais fortes, livres e verdadeiros. Nesse sentido, se conceitua escolha, motivada por baixa-estima. O individuo acaba escolhendo alguém para amar, mesmo que essa pessoa possa lhe proporcionar tão pouco, ou seja, bastando algumas horas de convívio, um pouco de atenção da pessoa amada, que se torna suficiente.
Estudos comprovam que, amar a pessoa já comprometida, pode implicar em abrir mão de alguns desejos, pelo fato de não receber o tempo e a atenção que se faz necessária. Tratando-se de relacionamento conflituoso, sempre incompleto, pouca intensidade, ou nenhuma consistência, oportunidade em que os desejos e vontades não são correspondidos. Trata-se da capacidade de concentração, ansiedade e frustração. Tais elementos passam a ser barreiras naturais comprometidas pela ausência da própria troca. Vale ressaltar, que estas questões que tornam incapacitantes a pessoa que ama e, não tem do outro o carinho, a escuta, a presença, como também tempo suficiente para a relação. Tudo isso, Implica no maior consumo de energia cerebral, com menos capacidades de refletir sobre suas sensações e estado. O ser humano apaixonado está com suas emoções totalmente envolvidas, não raciocina e sequer sabe qual o papel que está desempenhando, perante a pessoa amada. A confusão é tanta que, ele se sente: submisso, culposo, devedor, e ao mesmo tempo, uma pessoa livre e integrada.
O amor ao se instalar, a pessoa tem dificuldades de reverter, por se tratar de um dos sentimentos difíceis de ser controlado. Uma pessoa não pode hoje amar alguém e ao mesmo tempo, amar outra pessoa, pois o amor é um sentimento nobre de muita importância. Portanto, o amor proibido desenvolve dependência e muito sofrimento.
De modo que um comportamento que causa desestabilização é necessário corrigir, para que a pessoa possa desfrutar do amor sem a dor, causada pela dependência emocional. Lembrando ainda que, o sofrimento de não ser correspondido destrói a auto-estima, desenvolvendo a menos-valia e prejudicando aspectos: sociais, profissionais, familiares e emocionais. Tudo isso, que poderá causar depressão, compulsões e em casos extremos, o desejo de morte. Segundo estudo da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, com cerca de 900 pessoas, os especialistas notaram que as mulheres em relacionamentos ruins teriam mais ansiedade, reações de estresse mental e problemas de sono; enquanto que os homens tinham mais depressão, ansiedade e estresse psicológico e somático.

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