sábado, fevereiro 22, 2014
0

Por: Walter Brito

Com a renúncia na Câmara Federal de seu mandato, o ex-governador de Minas Eduardo Azeredo colocou o PSDB na mesma vala comum do PT, no que se refere a eleição de 2014. A disputa do programa Bolsa Família petista contra a estabilidade econômica tucana, serão recheadas por denúncias protagonizadas pela Ação Penal 470, o mensalão do PT e também o mensalão do PSDB de Minas. Vale lembrar que ambos tiveram como mentor, o empresário preso na Papuda Marcos Valério.

Com isso, as candidaturas de Eduardo Campos e Marina Silva ganham fôlego.

As especulações de que, Joaquim Barbosa será candidato a presidente, pontuando nas pesquisas com cerca de 15%, fez com que o Supremo divulgasse a seguinte nota: “O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, ratifica que não é candidato a presidente da República nas eleições de 2014”. A nota esclarece que Barbosa não será candidato a presidente, logo fortalece o seu nome para o governo do Rio de Janeiro onde é eleitor e tem residência. É bom lembrar que em qualquer dos 27 estados da federação, Joaquim Barbosa começaria campanha para governador com mais de 10% na pergunta estimulada. Portanto, os dois principais candidatos ao Palácio do Planalto de oposição, já mostraram o desejo de tê-lo em seus partidos. Aécio já deixou transparecer na imprensa que Barbosa seria o seu melhor vice. Já Eduardo Campos, almeja ver o atual presidente do Supremo como candidato ao Senado pelo PSB no Rio de Janeiro.

Quando Joaquim Barbosa tomou posse como o presidente da Suprema Corte, no dia 23 de novembro de 2012, o deputado doutor Aluizio do PV do Rio de Janeiro afirmou: “O ministro Joaquim Barbosa honra a toda sociedade brasileira, não só com sua atuação como relator do mensalão, mas, acima de tudo, com sua história de trabalhador, um homem simples que hoje honra a todo brasileiro. Que tenha sabedoria, que tenha serenidade, e que afaste de uma vez por todas da sociedade brasileira o seu senso de impunidade”. As palavras do deputado mostram de forma clara que o namoro do PV e dos políticos cariocas com Barbosa vem de longe.

Ressalto também que, a turma do judiciário que migra para a política, a exemplo de Eliana Calmon, pré-candidata ao Senado pelo PSB na Bahia e Pedro Taques, senador do PDT pelo Mato Grosso, impulsionam Joaquim Barbosa para sua aposentadoria no Supremo no mês de março. Apesar de precoce, a possível aposentadoria de Barbosa aos 59 anos será bem vista pelo povo brasileiro, pois, ele já cumpriu seu papel naquela Corte, como relator da Ação Penal 470 e o seu pulso forte como presidente. Joaquim Barbosa já faz parte da história do judiciário brasileiro.

Sabemos ainda que, o Rio de Janeiro vota diferenciado dos demais estados da federação. A eleição do gaúcho Leonel Brizola como o deputado federal mais votado do Brasil em todos os tempos, quando obteve 33% dos votos do povo da Guanabara; além de se eleger duas vezes para o governo do Rio de Janeiro, é um exemplo clássico do caso em pauta.

O Instituto Data Folha publicou ano passado, pesquisa para o governo do Rio de Janeiro com os seguintes dados: Anthony Garotinho (PR) alcança 21% e figura em primeiro lugar. Na segunda posição ficam empatados Marcelo Crivella (PRB) e Lindbergh Farias (PT), com 15%, cada. Em seguida aparecem Cesar Maia (DEM), com 11%; Luiz Fernando Pezão (PMDB), com 5%; Miro Teixeira (PROS), com 3%; e Bernardinho (PSDB) e Milton Temer (PSol), com 2%, cada. Estão indecisos 8%, e 18% votariam em branco ou nulo.

Com uma possível candidatura de Barbosa, ele certamente começará empatado com Marcelo Crivella e Lindbergh Faria, bem como encostado em Anthony Garotinho. Tudo indica que uma possível candidatura de Joaquim Barbosa ao governo do Rio de Janeiro, seria vinculada ao projeto de Eduardo Campos e Marina Silva. A chapa puro-sangue do PSB que ainda não decolou, poderá voar nas asas de Joaquim Barbosa e, com as bençãos dos mensalões do PT e do PSDB. Quem viver e votar verá !

0 comentários:

Postar um comentário