sexta-feira, abril 11, 2014
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Novo personagem busca ser candidato do PMDB ao governo do Estado; ex-quercista Fernando Fantauzzi faz seu registro à convenção em oposição a Paulo Skaf; "Será que isso é coisa do Alckmin?", reagiu empresário com bom humor, dono de 19% de intenções de votos na pesquisa Datafolha, ao 247; com ele, legenda comandada por vice Michel Temer vislumbra sua melhor chance de voltar ao poder estadual em 24 anos; mas Fantauzzi aposta em bases quercistas para cumprir seu papel; peemedebistas espalham que ele se reuniu com auxiliares de do governador antes de fazer seu registro; coquetel de lançamento amanhã


247 – Um antigo personagem dos bastidores da política paulista reapareceu na esteira da campanha eleitoral para o governo do Estado. É o ex-secretário municipal Fernando Fantauzzi, que registrou na terça-feira 8, no PMDB, seu nome como candidato a governador na convenção do partido, em junho. Ao surpreender a direção da legenda, controlada pelo vice-presidente Michel Temer, o novo pré-candidato despertou uma série de rumores sobre a origem da iniciativa. Um deles, no qual acredita o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, é o de que o nome de Fantauzzi conta com o incentivo e o entusiasmo do governador Geraldo Alckmin e do PSDB, que gostaria de ver a legenda dividida – e Skaf, como pré-candidato com 19% de intenção na última pesquisa Datafolha, enfraquecido.
Integrante da administração do então prefeito Régis de Oliveira, que era vice e sucedeu Celso Pitta, Fantauzzi tem como estratégia recuperar o que restou do quercismo dentro do PMDB paulista, a corrente majoritária enquanto o ex-governador Orestes Quércia estava vivo. Desde a morte dele, em 2010, Temer assumiu o comando, renovou as direções municipais e a estadual e, com Skaf, criou a melhor chance de vitória para o partido desde 1990, quando Luiz Antônio Fleury sucedeu Quércia. Desde então, só deu PSDB no Palácio dos Bandeirantes.
- A base do PMDB, que historicamente é ouvida na escolha do candidato, não foi ouvida desta vez. Skaf não representa a grande massa partidária, diz Fantauzzi.
O alvo dos disparos do novo adversário não está se sentido atingido, apesar de também ter sido cercado por rumores de que estaria "tremendo" com o risco de perder a convenção para Fantauzzi.
- Ouvi dizer que ele poderá ir à convenção, mas será que isso não é coisa do Alckmin, não?, provocou, em tom de bom humor, ao falar ao 247, no início da semana, o próprio Skaf. Em segundo lugar na pesquisa Datafolha, com 19% de intenções, o empresário é, hoje, o mais forte adversário do governador que tentará a reeleição. É natural que as preocupações dos tucanos sobre ele sejam crescentes, mas a influência do PSDB dentro do PMDB tem diminuido com o tempo. Depois da transferência póstuma de votos de Quércia para o então candidato Aloysio Nunes, que valeu ao tucano o primeiro lugar na disputa, os dois partidos esfriaram relações. Temer assumiu o comando e afastou a legenda de uma diálogo mais próximo.
O lançamento do nome de Fantauzzi será feito na quinta 10, num coquetel aos militantes do PMDB. Será um primeiro momento para mostrar qual pode ser seu verdadeiro peso dentro do partido.
Peemedebistas avaliam que o lançamento da pré-candidatura de Fantauzzi é um "factoide" criado para enfraquecer a imagem de Skaf. Segundo rumores que correm no partido, o ex-secretário participou de reuniões com auxiliares de Alckmin no Palácio dos Bandeirantes na semana passada.

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