sábado, abril 12, 2014
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O PDT de Brasília poderá apoiar Dilma para presidente e lançar Jovita (foto com Dilma) para governadora

Por: Walter Brito

O partido criado por Leonel Brizola, o PDT, deverá apoiar nacionalmente Dilma Rousseff para presidente da República. Com essa posição definida, polêmicas estão sendo criadas em diversos estados da Federação. Brasília tem em seus quadros os nomes de Cristovam Buarque e José Antônio Reguffe, que dão um charme especial à legenda que defende a educação de qualidade para toda a sociedade brasileira.

No último dia 11 de abril, a militância do PDT se reuniu na sede nacional, localizada nas proximidades da Câmara dos deputados, quando uma discussão acalorada das principais lideranças balançaram as estruturas do auditório superlotado, exigindo a candidatura ao governo do deputado federal mais votado do País, Antônio Reguffe. A posição do partido é clara, e quer Reguffe como senador na chapa de Agnelo Queiroz. Entretanto, as pesquisas indicam que Reguffe é o nome preferido dos brasilienses para o Palácio do Buriti. Baseado nessa premissa e na sede de poder, a militância não aceita Reguffe ser vice de Rollemberg. Segundo a pesquisa Directa publicada no Diário da Manhã, mostra o pedetista em primeiro lugar na pergunta estimulada com 19,75% de intenção de votos; enquanto que Arruda (PR) pontua com 18,55%; Agnelo Queiroz (PT) com 8,95% e Rodrigo Rollemberg (PSB), com 8,35%.

A militância alega que o PDT de Brizola tem que honrar o seu criador e, não se tornar caudatário de uma candidatura que tem um terço de intenção de votos, ou seja: Rodrigo Rollemberg para governador e Reguffe para vice ou senador. Reguffe afirma com todas as letras que sempre disse que não será candidato a qualquer preço, e não vai transigir em seus princípios, fundamentados na ética e na moral. Na verdade, Reguffe quer fazer um checklist para escolher os financiadores para sua possível candidatura ao governo, dificultando sua relação com o empresariado. Reguffe alega ainda, que a candidatura de Rollemberg é atrelada ao projeto nacional de Eduardo Campos e Marina Silva do PSB. Nesse caso, Rollemberg leva vantagem, por isso ele o apoia. “Não vou transigir em meus princípios para ser candidato a qualquer preço. Não serei também irresponsável para enfrentar uma candidatura do mesmo segmento ideológico que a minha, o que facilitará a eleição do atual governador ou do ex-governador.”, disse.

Como alternativa, o militante do PDT, jornalista da TV Senado e líder do movimento São Vicente de Paula da Igreja Católica – Thiago Tiburcio, afirmou que o PDT é um partido consolidado em Brasília, e que tem outros nomes para o governo, além de Cristovam Buarque e Antônio Reguffe. “A doutora Jovita José Rosa, criadora da Ficha Limpa, tem uma história de lutas e resistências que a credenciam na disputa rumo ao Palácio do Buriti. Estou com ela para governadora de Brasília!”, sentenciou.

A reportagem falou com outros membros da executiva do partido, que também simpatizam com o lançamento do nome da auditora do Ministério da Saúde, Jovita Rosa. Segundo os consultados, abrirá uma nova discussão no partido para ser referendada na convenção do mês de junho.

Pelo que foi discutido na plenária do PDT, e a posição já definida de Antônio Reguffe, tudo poderá acontecer: o partido se render aos argumentos do Reguffe e aceitar a sua candidatura a vice de Rollemberg ou ao Senado; Reguffe sair candidato à reeleição ou, não se candidatar. Nesse caso, certamente Reguffe apostará no projeto de Rollemberg, bem como participará como uma das estrelas das candidaturas de Eduardo Campos e Marina Silva. Na comitiva presidenciável que tem Marina como puxadora de votos, Reguffe será o representante da moralidade e da ética nos palanques Brasil afora. Se der certo, o brasiliense vira ministro de um projeto que propõe fazer uma revolução no País.


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