segunda-feira, dezembro 15, 2014
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"É bom parar antes de começar, Dilma!'', alerta Reinaldo Azevedo, bloguqiero da revista Veja e colunista da Folha de São Paulo, sobre as denúncias atingindo o governador da Bahia, Jaques Wagner.


Acusado de envolvimento com o ex-gerente de Comunicação da área de Abastecimento da Petrobras, Geovane de Morais, onde duas produtoras de vídeo que trabalharam em suas campanhas teriam recebido R$ 4 milhões da Petrobras sem licitação para aprovação do projeto, o governador da Bahia, Jaques Wagner, refutou as acusações.

“Espera que tudo que está sendo divulgado sobre a estatal e a suposta utilização ilegal de recursos seja amplamente apurado e que os envolvidos e culpados sejam punidos”, afirmou Wagner em seu Twitter.

Na verdade, as denúncias feitas pela ex-gerente da Petrobras, Venina Velosa da Fonseca, de que houve vários desvios na estatal e que a direção da companhia foi informada sobre as irregularidades, atingiram em cheio Wagner, cotado para ser ministro no segundo mandato de Dilma Rousseff. 

O jornal Folha de São Paulo deu grande destaque ao fato e lembrou que desde 2009 Venina tinha denunciado que o então gerente de Comunicação da área de Abastecimento, Geovane de Morais, havia autorizado irregularmente gastos milionários sem qualquer comprovação da efetiva prestação de serviços, com fortes indícios de desvio de recursos. 

''Baiano de Paramirim, Morais é ligado ao grupo político petista oriundo do movimento sindical de químicos e petroleiros do Estado, do qual fazem parte Wagner e Rosemberg Pinto, então assessor especial do presidente de Sérgio Gabrielli, que também é da Bahia'', detacou a Folha.

O jornalista Reinaldo Azevedo, da Veja e Folha de São Paulo, fez um alerta em seu blog na Veja.com:

"É bom parar antes de começar, Dilma! O governador da Bahia, Jaques Wagner, candidato a ser um dos homens fortes do segundo governo Dilma, pode ser engolfado pelo caso Petrobras. Não custa lembrar que ele é originário do sindicalismo petroleiro", escreve Reinaldo, que reproduz trecho de texto da Folha sobre as denúncias feitas por Venina Velosa da Fonseca envolvendo o governador, José Sérgio Gabirelli e o deputado estadual Rosemberg Pinto. 

Uma bomba para Wagner - Nos bastidores, as denúncias divulgadas pela Folha de São Paulo e pelo Valor Econômico soaram como uma bomba nos planos dos petistas. "Primeiro no governador Jaques Wagner, em final de mandato, e que pode ser anunciado para o ministério da presidente Dilma, na próxima semana. O título de homem forte da presidente pode ficar abalado com as denúncias'', diz reportagem deste sábado da Tribuna.

A Tribuna diz ainda que o deputado Rosemberg Pinto (PT), também mencionado pela Folha, vê sua candidatura à presidência da Assembleia Legislativa entrando por água abaixo, fato que deixa o deputado Marcelo Nilo (PDT) satisfeito, pois arremata, praticamente, seu quinto mandato à frente do Legislativo baiano.

A Folha de São Paulo, que teve acesso em 2009 a todos os contratos de 2008 da área comandada pelo então gerente de Comunicação da área de Abastecimento, Geovane de Morais. Entre os valores recebidos pelas duas produtoras, estava R$ 1,5 milhão para filmagem de festas de São João e Carnaval na Bahia.

Rosemberg Pinto - A apuração sobre Morais começou por iniciativa de Venina Velosa, sua então superiora hierárquica direta, na função de gerente-executiva da área de Abastecimento. A direção da estatal criou, em 5 de dezembro de 2008, uma comissão para investigar Morais, tendo indicado Rosemberg Pinto como coordenador da equipe.

Em menos de duas semanas, Rosemberg entregou relatório, concluindo que Morais não havia respeitado normas de contratação e de gastos. Não satisfeita, Venina criou uma nova comissão para investigar a administração de Morais. Da segunda vez, apontou os indícios de desvio de recursos.
As produtoras Movimento e M&V mantinham ligações com o PT baiano há muitos anos. Ambas tinham o mesmo dono, Vagner Angelim, e endereço em Salvador.

O empresário, porém, se recusara a falar sobre a M&V, como se ela não existisse. Angelim trabalhou na vitoriosa campanha de Wagner ao governo da Bahia, em 2006. Pessoas próximas ao empresário afirmaram que ele é amigo do governador. Na época, a assessoria de Wagner disse que eles tinham apenas uma relação comercial do período de campanha.

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