terça-feira, março 13, 2018
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Brigadeiro Átila Maia



POR: WALTER BRITO

A volta dos militares ao poder é iminente e poderá se dar via processo democrático. Este é um dos assuntos mais comentados hoje nos quatro cantos do Brasil. A insegurança nacional, que tem como caixa de ressonância o Estado do Rio de Janeiro, que sofreu intervenção federal decretada pelo presidente da República Michel Temer, aprovada pelo Senado no dia 22 de fevereiro, cujo placar foi de 55 a 13 e uma abstenção, reforça sobremaneira o projeto dos militares na disputa de cargos eletivos na eleição que se dará no dia 7 de outubro.
O deputado Jair Bolsonaro, capitão reformado do Exército Brasileiro, lidera as pesquisas para presidente da República, sem a participação do ex-presidente Lula na disputa, que foi condenado em segunda instância pelo TRF-4. A condenação o deixou inelegível, de acordo com a Lei da Ficha Limpa. Neste sentido, Bolsonaro pontua com 18% de intenção de votos. Entretanto, não se sabe se ele conseguirá sustentar esta ascensão meteórica rumo ao Palácio do Planalto, após a decretação da intervenção no Rio de Janeiro, bem como a criação do Ministério da Segurança Pública, quando o presidente Temer mexeu no xadrez sucessório de forma estratégica, privilegiando os generais.
Na opinião de diversos pensadores da política nacional, a decisão de Temer poderá tirar o brilho do projeto ancorado pelo deputado carioca, que defende o armamento da população. A mexida no tabuleiro feita com maestria por Temer, obviamente deixou Bolsonaro em polvorosa e, de forma imediata, o capitão, sabedor de que a caserna é hierárquica; ele abandonou o amigo de faculdade, o coronel e deputado Alberto Fraga, a quem ele apoiava para o Palácio do Buriti. No lugar de Fraga, ele lançou, no dia 20 de fevereiro, o general de Exército Paulo Chagas, para disputar o governo de Brasília.
Nesta seara, outro militar de alta patente, o brigadeiro Átila Maia, ex-vice-ministro da Pesca, apresenta-se aos brasilienses por meio desta reportagem como pré-candidato ao Senado da República. Ele é filiado ao PRB e concedeu entrevista exclusiva ao Diário da Manhã, quando afirmou: “Pretendo continuar contribuindo com o desenvolvimento pleno de Brasília e do Brasil. Ao longo de minha vida profissional eu aprendi que um bom preparo deve vir antes da realização de qualquer tarefa. Estou pronto para disputar um cargo eletivo na cidade onde moro há várias décadas, inclusive, se for o caso, o Senado da República”, disse. Veja a entrevista completa abaixo.
Perguntamos ao brigadeiro sobre os rumos da economia brasileira comandada por Henrique Meireles e o presidente Temer, e ele afirmou: “Não é a economia sonhada por nós brasileiros, mas está melhor do que a economia do governo anterior. Foram tomadas algumas medidas, que podem nos dar um saldo positivo nos próximos meses. O presidente Temer se recupera de problemas de saúde, mas tem agido com responsabilidade e acredito que teremos dias melhores. Peço a Deus que Temer tenha força para enfrentar as dificuldades pelas quais passa, e conclua o seu mandato com mais tranquilidade. A intervenção federal no Rio e a criação do Ministério da Segurança Pública, sem dúvidas, foram medidas inteligentes, mas de elevado risco. Espero que o seu projeto seja coroado de muito sucesso”, explicou o brigadeiro.
Preocupado com o inchaço de Brasília, o aumento da criminalidade e do desemprego, preguntamos ao brigadeiro se ele tem alguma sugestão de impacto para minimizar os problemas da capital brasileira. Ele foi rápido na resposta: “Eu tive a oportunidade de trabalhar na cidade de Washington, D.C, a capital dos Estados Unidos da América. Trata-se de uma cidade-estado enxuta e funcional. Brasília cresceu desordenadamente por meio de um grande número de cidades-satélites, que, a meu ver, a maioria poderá se juntar e transformar-se em um estado independente, para permitir que o centro de Brasília fique livre como Washington, que funciona muito bem na parte administrativa. Neste curso, Brasília teria autonomia de vida própria, quando terá condições efetivas de gerir seu patrimônio. No caso em pauta, o Distrito Federal ficaria sendo representado pela zona central, ou seja: Asa Sul/Asa Norte, Lago Sul/Lago Norte, Sudoeste/Octogonal/Noroeste, Águas Claras, Guará 1 e 2, Sobradinho 1 e 2, Riacho Fundo I e II, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, entre outras cidades mais próximas do Plano Piloto. As demais como Taguatinga, Ceilândia, Gama, Santa Maria, Samambaia, Planaltina, entre outras de Brasília e as 22 cidades do Entorno do DF, formariam o Estado de Brasília”, argumentou o brigadeiro.
A reportagem questionou o brigadeiro Átila sobre a candidatura de Bolsonaro ao Palácio do Planalto: “Sua pergunta é oportuna e vou esclarecer: é mais do que evidente a vontade da população para um retorno dos militares ao poder. Certamente a participação efetiva na administração pública, bem como em pontos estratégicos do Legislativo viabilizarão o retorno dos militares por meio do processo democrático. E mais, talvez o que nós precisamos, de fato, é fazer com que esses militares se apresentem para as disputas eleitorais e, não tenho dúvidas, a maioria dos militares que se apresentar nas eleições de outubro para disputar cargos, em todos os níveis, será bem-sucedida”, acrescentou.
Indagamos ao brigadeiro Átila Maia sobre a possibilidade de ele se candidatar em Brasília, pleiteando algum cargo no Legislativo ou no Executivo, devido a sua vasta experiência no campo administrativo, bem como no Legislativo, pois já atuou como representante do Ministério da Aeronáutica no Congresso Nacional. De forma pausada e firme, o brigadeiro Átila Maia argumentou: “Estou disposto a continuar dando todo o meu esforço em benefício do país e de Brasília, cidade que eu amo e onde resido há várias décadas. Sou filiado ao PRB de Brasília, partido pelo qual participei do governo federal como vice-ministro da Pesca, quando o atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, era o ministro! Caso eu seja convidado pela direção de meu partido no DF, estarei pronto para disputar qualquer cargo, inclusive, como candidato ao Senado da República” concluiu Átila Maia.


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