quinta-feira, novembro 26, 2020
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O Rei e o vice-rei da bola

Por: Walter Brito

No dia da partida de Maradona, deixei para vir ao Buteco da Djalma em Copacabana almoçar mais tarde. Fiquei observando o noticiário em casa, aqui na Nossa Senhora de Copacabana. 

 Enquanto almoçava eu escrevi o artigo em pauta


Tive  com o Segundão duas vezes. A primeira no Maracanã em 1985 no jogo do Zico. À época eu o entrevistei no vestiário, ao lado de meu editor na Tribuna da Imprensa, o saudoso Oséas de Carvalho. A segunda vez foi em uma das casas noturnas do Ricardo Amaral no Rio. 

 Esta foto, eu e Pelé, foi na posse do Rei como Ministro dos Esportes no Palácio do Planalto 


O Terceirão eu o entrevistei diversas vezes nos corredores do Congresso sobre os seus mandatos na Câmara e no Senado. O Rei, certamente, não sei contar quantas vezes: no Sírio Libanês, na casa de Santos, na Vila Belmiro, na casa do Saad no Rio, no gabinete de Adolpho Bloch na Manchete, na Inauguração da Zoom em Brasília, quando eu e o DJ Ricardo Lamounier éramos os verdadeiros anfitriões  do camarote e entravam pessoas que passavam por nosso crivo. 

Pelé com a Xuxa


Foi assim com Consuelo Badra e Eunícia Guimarães, entre outros figurões da alta sociedade brasiliense que queriam cumprimentar o Rei, entre  outros. Nestas, sempre ao lado da Xuxa! Depois disso, na posse no Palácio do Planalto (com Assíria) e como ministro dos Esportes de Fernando Henrique e, no dia seguinte, quando ele despachou pela primeira vez em seu gabinete e  fez sua primeira audiência. Pelé recebeu-me ao lado do saudoso Osvaldo Ribeiro. Este foi o primeiro negro a assumir uma secretaria de Estado, pois foi secretário de Assuntos Fundiários no governo Quércia em São Paulo. Nesta audiência, Osvaldão era segundo suplente de FHC e fomos pedir ao Pelé que convencesse o seu chefe, no sentido de cumprir o combinado na eleição de FHC para o Senado: Eva Blay assumiria a metade do mandato e democraticamente o Osvaldão assumiria o restante. Embora Fernando Henrique vez ou outra afirme que tem um pé na cozinha, ele não  moveu uma palha como todo poderoso presidente da República para permitir que Osvaldão  assumisse pelo menos três meses  como senador, como fez o ex-presidente Collor com seus suplentes. A audiência com o Rei foi interrompida nove vezes pelo ex-sócio e então  assessor do ministro Pelé, o senhor Hélio Viana. O todo poderoso Hélio, que foi de meu partido, o PDT de Brizola, disse aos componentes do primeiro despacho de Pelé, como ministro, que tínhamos 15 minutos e permanecemos 3 horas, quando levamos subsídios para a criação da Lei Pelé, entre outros interesses da negritude nacional na pasta dos Esportes. Hélio, um certo tempo depois daquela audiência histórica, logo foi banido da sociedade que mantinha com Pelé. O grande feito de FHC para com o honrado cidadão negro Osvaldo Ribeiro foi pedir ao nosso amigo comum Agaciel Maia, então diretor da gráfica do Senado, que confeccionasse uma carteirinha de senador suplente para aquele que ele tinha prometido a metade do mandato, caso ele fosse alçado a outro cargo durante os oito anos de mandato. As relações raciais na obra de FHC não  representam o que a negritude brasileira quer para o Brasil. 

Pelé com a Márcia Aoki


Ao lado da japonesa Márcia Aoki, só  encontramos Pelé  por uma vez e nas escadas rolantes do aeroporto de Paris - Charles de Gaulle. Mesmas escadarias em que faleceu o protagonista de Macunaíma, Grande Otelo.

Maradona tinha paixão  por Fidel Castro


Voltando ao Segundão, o assunto do dia 25 de novembro, em que Maradona deixa a vida para entrar para  história aos 60 anos como o vice-rei do futebol e maior jogador-espetáculo do planeta Terra em todos os tempos. Pelé, além do espetáculo, enxergava a jogada para marcar o gol como nenhum outro futebolista, pois o filho de seu Dondinho fez 1282 gols. Foi o maior líder dentro de campo no Santos, na Seleção Brasileira e no Cosmo nos EUA. A malícia de Pelé em campo sempre foi inimitável, pois chegou a ser marcado por quatro ou cinco jogadores e muitas dessas vezes ele terminava o jogo marcando três, ou quatro gols. Voltando ao amado Maradona, fora de campo o argentino arrojado e driblador perdeu  o seu belo tempo pós-fama no gramados das drogas. Todos nós  brasileiros e estrangeiros de todos os cantos do mundo torcíamos para que ele se recuperasse, como ocorreu durante seis meses, ocasião em que ele comandou com maestria um programa de televisão e fez o mundo delirar, quando ele e Pelé equilibraram por um longo tempo, aquela que fizeram os três  melhores do mundo em todos os tempos famosos para sempre, a bola. 

O Rei, o vice Rei e o terceiro melhor jogador do mundo


E a bola determina   pela ordem: Pelé, Maradona e Romário. Maradona Marcou 362 gols em jogos oficiais que, somados aos não  oficiais, chegou aos 600 gols. Foi certamente o maior ídolo dos argentinos em todos os tempos e a canhota mais genial da história da humanidade. 

Maradona fez o mundo delirar com sua genialidade


O mundo no momento de emoção reverencia o número dois com todas as honras de um dos gênios da raça humana e de forma merecida e independentemente de seus erros, que todos humanos são  sujeitos a cometê-los. Vá com Deus, Segundão. Um dia lá no segundo andar você voltará a equilibrar com maestria a bola na cabeça junto com Pelé. Ao melhor dentro da pequena área e Terceirão, o meu recado: "Em  2022 eu estarei no páreo e na disputa da única vaga para o Senado no Rio de Janeiro, a cidade que amamos e que precisa continuar a ser reverenciada  como Cidade Maravilhosa.  Prepare-se meu ídolo, pois a política é como nuvem!

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