terça-feira, maio 25, 2021
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 O General Eduardo Diniz - Presidente do Círculo Militar de São Paulo

Por Walter Brito - Jornalista    

          O Clube Círculo Militar de São Paulo completou 74 anos de fundação no dia 24 de maio, com muito sucesso e união entre militares e civis. A data histórica homenageia à Batalha de Tuiuti, conforme moção aprovada por aclamação na Assembleia Geral Extraordinária de fundação, realizada no dia 23 de novembro de 1947.

 
Círculo Militar de São Paulo - Ibirapuera - Rua Abílio Soares, 1589

          No domingo 22 de maio, antevéspera do aniversário do CMSP, lá estivemos na companhia do presidente do Conselho Consultivo, o coronel Wlademir Martins Padilha, e sua esposa Lupércia Padilha, quando  o coronel Padilha nos apresentou ao general Eduardo Diniz, no comando daquela importante instituição desde o dia 8 de janeiro de 2020. O General de Divisão, que foi Comandante da 2ª Divisão do Exército Brasileiro e passou para a reserva em agosto de 2018, nos concedeu entrevista com muita satisfação, quando mostrou a importância da integração entre civis e militares, e não fugiu da pergunta quando falamos da conquista do poder político de militares por meio do processo democrático.

          Perguntamos ao ilustre general sobre a origem do Clube Círculo Militar e o porquê da participação civil intensa no CMSP. De pronto e sem meias palavras o general da reserva do Exército Brasileiro disse: 

          "Após a Segunda Guerra mundial em 1945, os oficiais, saudosos dos tempos de caserna, almejando manter os laços com o Exército, se reuniram por diversas ocasiões e criaram a instituição para manter os seus valores, e apresentaram ao comando à época que tinham este programa para a família militar integrada com os civis e desenvolvido com caráter cívico, social, desportivo e recreativo. Vale lembrar que o clube tem hoje em seu quadro de associados 85% de civis. Isso se justifica, pois os paulistas foram vanguardistas na Revolução de 1932, quando combateram o bom combate com dignidade a favor do Brasil. Logo o paulistano civil desenvolveu um bom relacionamento com os militares em diversos lugares, em suas atividades profissionais, desportistas e de lazer entre outras, pois eles gostam de estar juntos com os militares".

           Perguntamos também ao general sobre os valores fundamentais que reforçam essa amizade entre militares e civis que são assuntos comuns discutidos e que fazem parte da família Círculo Militar, quando citamos algumas referências, tal como religiosidade, e ele disparou: 

         "Sem dúvidas, a maioria quase que absoluta dos nossos acredita em Deus, são patriotas, lutam pela retidão e correção e têm a família como a maior referência da humanidade. São valores que nos permitem caminhar juntos. Isto é tão claro que em São Paulo as famílias, de uma forma muito forte, lutam para seus filhos estudarem no CPOR - que são unidades de ensino do Exército Brasileiro, responsáveis pela formação básica, moral, física, técnico-profissional do oficial subalterno da 2ª classe da reserva", arrematou.             

Embora o clube se mantenha distante das discussões e embates políticos, ainda assim perguntamos ao general como ele avaliava a participação de nomes importantes das Forças Armadas que em 2018, por meio do processo democrático, assumiram o poder. O general Eduardo Diniz, com a elegância que lhe é peculiar, não fugiu do debate e disse que responderia a nossa pergunta com tranquilidade: 

          "O marechal Castello Branco mudou as leis e fez com muita inteligência e maestria um trabalho que preparou o país para que os militares se distanciassem da política, o que ocorreu anos depois.  Entretanto, existe uma teoria de que quando existem problemas no Congresso, no Supremo e no Executivo, os militares são lembrados, como ocorreu em 2018", argumentou o general.

          Questionamos o general Eduardo Diniz como administrar um clube ativo como o CMSP em tempos de Pandemia e já com mais de 450 mil mortos pela Covid 19. Perguntamos também sobre a frequência nesse período e a disponibilidade de títulos para vendas. Ele respondeu pensativo: 

          "De fato não é muito fácil, pois temos 34 modalidades de esportes praticadas aqui, inclusive faço musculação e jogo tênis. Entretanto, em tempo de Pandemia não podemos disponibilizar tudo que o associado quer, pois confronta com as normas da saúde pública e poderá colocar em risco os próprios desportistas e suas famílias. Desta forma, nesta fase o esporte é mais prejudicado que o social e o cultural, por exemplo. Também estamos impedidos de realizar os bailes tradicionais no clube como o Réveillon, Baile das Armas, aniversários e outros importantes eventos que fazem parte de nossa história. Lembrando ainda que em tempos normais, o clube é frequentado por entre setecentas e mil pessoas por dia.  Nos finais de semana, em dia de pico, já tivemos no clube 1.700 pessoas em um só dia. Na pandemia a frequência é bem inferior. Quanto à venda de títulos, não estamos vendendo no momento, mas alguns sócios que não frequentam mais o clube por mudança de São Paulo, entre outros motivos, estes já disponibilizam seus títulos para venda", disse o presidente do CMSP.                

          Ao final da entrevista, pedimos que o general Eduardo definisse o Círculo Militar por meio de uma frase de efeito. Sem tergiversar o general respondeu de imediato: "Aproveito para relembrar neste caso o saudoso brigadeiro Ivo de Almeida Prado que nos deixou como legado:  "O CÍRCULO MILITAR - UM LUGAR DE SER FELIZ", concluiu o general Eduardo Diniz.             

          Como se vê, o Círculo Militar tem uma fantástica história e belas instalações no bairro Ibirapuera, vizinho da Assembleia Legislativa de São Paulo - ALESP.  Além disso são 2660 metros quadrados de área verde com suas quadras poliesportivas, ginásios, restaurantes e lanchonetes. Complementando o cenário do lugar para ser feliz, o clube é dotado de um departamento médico, além de fisioterapia, salão de beleza e saunas masculina e feminina.

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