segunda-feira, setembro 06, 2021
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Leila do Vôlei entre os seus possíveis vices: Fernando Marques e Anna Chistina Kubitschek Pereira

 

Por  Walter Brito                         

    Política é responsabilidade de todos nós, mas eleição é coisa de profissionais da política!  Só para refrescar a mente daqueles que acompanharam a disputada eleição de 2018 na minha querida Brasília - onde cheguei da vizinha Formosa aos 16 anos para cursar científico no Elefante Branco.              

    No dia 20 de setembro de 2017, eu discordei do governador Ibaneis Rocha, que me pediu para fazer a capa de minha Revista O Parlamento, lançando-o como presidente da OAB/DF. Embora com a boneca pronta da capa com sua foto, magro - depois da bariátrica – ele, Marcelo Piauí e demais pares do escritório aplaudiram e eu falei que tinha chegado a hora de ele disputar o GDF. O dia estava quente e o advogado rico transpirava e molhava por debaixo dos braços sua bela camisa azul feita pelo La Porta. De repente ele me questionou: “Cite três razões para eu ganhar a eleição para o Buriti”. Baseado nas pesquisas qualitativas do instituto que tenho no DF há 35 anos, respondi de pronto:  

Ibaneis Rocha enfrentará eleição dificílima em 2022


1 - O povo de Brasília não quer eleger ninguém da política e você é um advogado. 2 - Desde Maurício Corrêa, que advogados filiados em variados partidos almejam eleger um de seus pares para o Buriti. Só que agora você tem cerca de 30 mil advogados a seu favor, que vão para as ruas independentemente de partido político. 3 - Você é o melhor debatedor dos problemas de Brasília na TV e no Rádio.  4 - Você é ficha-limpa.  5 - Você é o único pré-candidato que tem recursos próprios para bancar a campanha. 

Sem pestanejar, o advogado Ibaneis Rocha me disse, na lata: 

"Já que você é meu amigo e conhece política mais do que eu, arrume um partido para eu disputar o GDF, que eu topo". 

Walter Brito, Michel (foto), Ibaneis e Felix Palazzo  - almoçaram no Piantella no dia 26 de setembro de 2017


    Liguei de meu celular para o meu chofer à época, o Fábio, e avisei que estava descendo. Em dez minutos chegamos à sede do PDT e encontro o presidente da legenda George Michel, em Brasília, no sofá da recepção e lhe disse: Temos um forte candidato ao Buriti - ele perguntou, quem? Respondi: O Ibaneis Rocha! Quem é esse, interpelou-me o Michel. O ex-presidente da OAB-DF, respondi.

    Liguei para o Ibaneis e coloquei os dois para conversar. Marcamos um almoço no Piantella no dia 26 de setembro de 2017. Almoçamos. Eu, Ibaneis, Michel e o Felix Palazzo. O Ibaneis ofereceu a vice para o Michel, que não aceitou e ficou na esperança do sim do Frejat, que não aconteceu. 

Almoço no Restaurante do Senado no dia 9/10/2017: Walter Brito, Cristovam, Ibaneis e Marcelo Piauí  ( atual administrador da Ceilândia)

    No dia 9 de outubro (dia do meu aniversário), eu, Ibaneis e o senador Cristovam Buarque almoçamos no restaurante do Senado, na expectativa de o Ibaneis disputar o Buriti pelo PPS, hoje Cidadania, mas não deu certo. Em seguida, eu e o Felipe Santa Cruz, do PROS, fomos ao gabinete do Ibaneis na OAB, onde ele era conselheiro  federal. Também não deu rock. Finalmente, eu e o Borba - assessor do Cristovam - fomos à casa do Fillippelli, o todo-poderoso do MDB à época, quando começou a costura do advogado de disputar o GDF pelo MDB. 

    Na mesma época conheci a Leila do Vôlei por meio do Wanderlei Tavares, no Piantella. Sugeri ao presidente do PRB no DF colocar o nome da Leila para o Senado em uma pesquisa. O Wanderlei perguntou por qual motivo. Argumentei que o meu instituto tinha feito uma pesquisa encomendada pelo Pros (Dr. Nilo Gonçalves), qualitativa, sobre o empoderamento da mulher na política e o resultado era que Leila - mesmo derrotada em 2014 para distrital - era forte candidata ao Senado e Brasília poderia eleger cinco mulheres para a Câmara Federal. 

Wanderlei Tavares autoriza WB - colocar o nome de Leila do Vôlei para o Senado em 2017

Com o autorizo do presidente do PRB do DF, fui pessoalmente para as ruas do DF junto com minha equipe de pesquisadores e Leila ficou na pergunta estimulada entre os três primeiros lugares, o que me inspirou a escrever o artigo:  “Leila do Vôlei será o Reguffe de Saias nas eleições de Brasília” - publicado em primeira  mão no Jornal Diário da Manhã e em seguida em meus sites e na minha Revista O Parlamento. A partir daí Leila esteve no meu escritório (em parceria com o empresário Bem Neto) por diversas vezes no ano de 2018. 

Izalci Lucas tem projeto consistente para administrar Brasília

    O tucano Izalci Lucas - quando o Cristovam lançou Rosso governador - foi encontrar-me numa tarde de sábado no Bier Fass, no Gilberto Salomão. Sugeri a ele que fizéssemos uma pesquisa em que a principal pergunta seria: 1 - Quem você acha que Arruda deve apoiar para o Senado? Colocamos diversos nomes que pleiteavam o Senado e junto o nome do tucano, que foi o vencedor. Para os aficionados do Google sugiro que coloquem: "Sem Frejat , Izalci é o melhor nome para Arruda apoiar". No dia seguinte, o próprio ex-governador Arruda me informou que Izalci estava com ele!                            O senador Izalci, do PSDB, é sem dúvidas um grande ser humano e talvez nenhum político de Brasília tenha se preparado tanto para governar o Distrito Federal como ele. Contribuiu de forma efetiva com a questão fundiária - por meio da orientação competente do maior conhecedor do assunto no DF, o advogado Mário Gilberto e sua equipe.  Izalci é um aficionado do futebol e das causas sociais. Entretanto, dificilmente Arruda e sua esposa e ministra Flávia estarão no mesmo barco do tucano, que defenderá a candidatura do governador paulista João Dória para presidente do Brasil, adversário 01 de Bolsonaro, candidato de Arruda e Flávia. Já o Ibaneis Rocha fez um bom governo em alguns aspectos, falhou em outros e distanciou-se das bases sem dar explicações. 

PO poderá ser um dos mais votados para a Câmara Federal

    Fala-se na possibilidade de o megaempresário  Paulo Octávio reforçar o time do Ibaneis candidatando-se  ao Senado  junto com o governador do MDB, o que a meu ver será um desastre. Trata-se da popular história da feijoada - sal demais atrapalha - sem sal a feijoada fica insossa. Dinheiro demais costuma dar chabu! Vale lembrar que na eleição de 2014 o senador Gim Argello, na busca da reeleição (eu sugeri a ele sair para federal) gastou uma fortuna, por outro lado o Magela do PT fez um alto investimento, enquanto Reguffe, que não teve uma placa nas ruas de Brasília, não abriu nenhum comitê nas cidades do DF, todos os cabos eleitorais eram voluntários, ele era quem escrevia e distribuía  seu próprio panfleto de campanha, venceu com votação expressiva. 

        Por isso a dobradinha Ibaneis/PO já começa fracassada. Para quem como eu, que tenho  instituto de pesquisas com altíssimo índice de acertos nas últimas três décadas e meia em Brasília e Goiás, a esquerda , além da candidatura do PT, certamente ficará dividida entre duas ou três candidaturas.  Acredito firmemente que Joaquim Domingos Roriz será relembrado em 2022 de forma diferente. O Roriz que aparecia e gostava de gente, e demonstrava isso, foi um líder político inimitável. Apesar de Plano Piloto, Lagos Sul e Norte, Park Way e Sudoeste precisarem muito pouco do governo, as Ceilândias precisam, e muito mais, do carinho de um líder. 

Reguffe será praticamente imbatível - na disputa para o Senado em 22 no DF

    Ao colocar na Manchete que Leila Vôlei será o Roriz de saias não se trata de comparações Ipsis litteris. Refiro-me ao carinho intenso que Roriz sabia dar aos menos favorecidos. Na atual conjuntura, o único político brasiliense com este perfil é a filha de mecânico que tem sangue nos olhos, que jogou vôlei até descalça nas quadras de Taguatinga e Ceilândia, sagrou-se campeã mundial em Atenas e outros países, o que orgulha brasilienses e brasileiros de todos os cantos. Nos últimos três anos ela teve uma atuação discreta no Senado, mas altamente representativa a favor da mulher, do esporte e de outras áreas fundamentais. 

    Obviamente que sua passagem pelo Senado sem nenhum rolo ou suspeita das práticas da velha política lhe darão visibilidade na campanha. Certamente nas ruas de Brasília - sem medo de errar - ela será a melhor jogadora em tempo de pandemia, quando a população está tão carente de abraço verdadeiro e que pareça como tal! Cogita-se a possibilidade de o empresário Fernando Marques, derrotado nas eleições de 2018 para o Senado, ser o vice de Leila. PO e Leila também estão se encontrando. Neste caso, a esposa de PO e neta de Juscelino Kubitschek - Anna  Chistina Kubitschek Barbará A. Pereira - também seria uma boa vice para a campeã de Atenas. 

 Cristovam poderá superar Brizola - na disputa por uma vaga na Câmara Federal


    O restante da chapa, comentam os gênios da política brasiliense, que Reguffe é o melhor nome para o Senado e Cristovam seria o deputado federal mais votado do país, inclusive ameaçando a votação de Brizola pelo Estado da Guanabara em 1962, quando obteve 1/3 dos votos válidos para a Câmara Federal. Acredito ainda, caso as deputadas Paula Belmonte e Flávia Arruda sejam bem orientadas, elas tentarão novos mandatos para a Câmara Federal. Paulo Octávio - no caso da esposa sendo vice da campeã de Atenas, a mesma receita: Câmara Federal. Em poucas horas estarei na Avenida Paulista para acompanhar o discurso do deputado Castello (PSL-SP). Quem viver e votar verá!

Devagar com o andor :  Flávia Arruda e Paula Belmonte - poderão pleitear novamente vagas na Câmara Federal


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