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| Vespasiano e Dejanira construíram uma família com muita luta e dignidade. Na foto em pauta: Creusa, Walter, Vanderlei, Wagner, Vespasiano Filho, Valquíria, Valdo, Vespasiano e Dejanira |
Hoje, domingo, 9 de agosto de 2026, é dia de reverenciar nossos genitores que se foram. O meu querido pai Vespa nos deixou no dia 10 de outubro de 2008 e se aqui estivesse completaria 102 anos no dia 25 de agosto, enquanto que nossa mãe Dejanira Carvalho de Brito partiu no dia 22 de junho de 2018 aos 93 anos bem vividos, quando passou para a história como uma das mulheres realizadoras de seu tempo.
Eu e meus sete irmãos, Waldir, Valdo, Vespasiano Filho, Wagner, Vanderlei, Walter e Creusa sentimos muito a falta de Vespa e Deja, embora sabedores de que eles estão em um bom lugar da eternidade. Eles cumpriram com maestria a missão para a qual vieram ao mundo, o que nos traz conforto, pois é o fim natural de um ciclo. Trata-se de uma ausência que nunca vai passar, mas aprendemos a conviver com ela, pois o amor que fica é muito forte, e o tempo ajuda a acalmar a dor e a saudade que sentimos.
Vespasiano nos criou puxando a 'miudinha', como ele se referia à sua honrada profissão de alfaiate do primeiro time nacional. Vespa trabalhou para os mais simples operários de nossa cidade, Formosa-GO, localizada no Entorno de Brasília, mas vestiu também os elegantes de nossa terra em sua trajetória profissional, tanto em Formosa e região, como também trabalhou em sua juventude na cidade de Anápolis-GO. Além disso, o mestre alfaiate passou alguns anos em Brasília-DF, quando foi contramestre do estilista Linhares, o mais renomado alfaiate da história da capital brasileira. Lá, o esposo de dona Dejanira, porteira e merendeira do Grupo Escolar Americano do Brasil em Formosa, atendia o ex-governador e senador de Minas Gerais Magalhães Pinto, entre outras personagens da política brasileira e da diplomacia internacional.
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| A Creusa, a mais velha entre os oito irmãos, foi a primeira a se casar. Na foto, a noiva entre os pais Vespasiano e Dejanira |
Obviamente, o alfaiate que na adolescência foi peão de boiadeiro em Flores de Goiás, nunca imaginou que a profissão em que tornou-se mestre surgiu na Europa e em países do primeiro mundo, tais como França, Inglaterra e Itália. Conta a história que os primeiros registros do ofício que Vespa abraçou e por ele tinha paixão e orgulho de ser um exímio profissional, teve os primeiros registros formais na Europa por volta de 1297, quando o termo em inglês "tailor" (cortador) começou a ser usado.
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| Na fotografia em pauta, o alfaiate Vespasiano já tinha partido para a eternidade. Dejanira se encontra presente e ao lado dos filhos, netos, bisnetos e demais parentes. |
Antes disso, as roupas eram retas e largas feitas em casa por tecelões. Contamos um pedaço da história de nosso genitor para reverenciar e parabenizar todos os pais de nossa família, de Flores de Goiás, onde nosso pai nasceu, de Formosa-GO, onde eu e meus irmãos nascemos, e de todo o nosso Brasil com 214 milhões de habitantes. Vale lembrar que de acordo com o IBGE, existem 1,1milhão de famílias pai solo (homens sem cônjuge que criam os filhos sozinhos). Um arranjo que cresceu 33% em pouco mais de duas décadas no país.
Viva os pais do Brasil, que é um país abençoado por sua estabilidade geológica e ausências de guerras em seu território moderno. Que Deus continue nos abençoando com a realização das eleições no dia 4 de outubro. Que o pleito eleitoral seja pacífico, e que vença o melhor projeto para nosso amado Brasil.


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